domingo, 1 de novembro de 2009

Não ter voce

É como dar adeus a uma visita inesperada
É como olhar no espelho e não ver nada
É como ter uma idéia e não por em prática
É como amar e não ser amada

É como reconhecer um deconhecido
É como estar preso sendo um fugitivo
É como estar intacto e ter levado um tiro
É como achar o amor e deixá-lo escondido

É entender idéias sem sentido
Saber palavras sem antes ter ouvido
É estar no meio de muitos sem ninguém
É procurar a tua face em mais de cem

É como correr de tudo e permanecer parada
Saber o destino e não estar preparada
Levar um xeque-mate tendu uma jogada
É como ter paredes numa casa desabada

É como ser discreta e chamar atenção
É como fazer amor sem excitação
É como desviar o sentimento do coração
É como ser filha única tendo quatro irmãos...

Tempos de escuridões

Sentada em um banco qualquer
Permito-me ter a visão do horizonte
Em que eu tenho obrigações
E mergulho minha alma nesta limpida fonte

Pensamentos dos quais não posso esconder
Que permanece fixo nos azulejos azuis
Que fazem contraste em vidas opostas
E perdem escuridão ao surgir luz

Esperarei pacientemente a sua volta
Mas,cada segundo parecia uma eternidade
Ficavamos no zero a zero
E os sonhos vão deixando saudade

Parecia tempos carregados de horas perdidas
Pessoas que deixavam aos poucos sua marca
Na vida de outras pessoas
Que faziam todas valorizar a vida

Como uma epidemia que se estendia aos corações
Fazendo cada minuto do dia
Ser somente alegria
Em tempos de escuridões...

Prisão

Tem sempre um dia que vc acorda
E não da vontade de levantar
Não da vontade de crer em algo
Não da vontade de ser voce

Da vontade de gritar pro mundo
Que os sonhos são de papel
Que em um dia voce escreve
E na outra voce amarga esse fel

Ter que ajeitar fatos embaralhados
Sorrir para quem não merece
Passear entre outras histórias
E fazer o que não se deve

Eu tenho que desfazer parte do sonho de alguém
Preciso me attirar nos braços da indiferença
Deixar alguns passos pra trás
Fazer a minha vida valer a pena

As vezes,minha raiva ultrapassa a minha dor
E ai eu paro de ter fé
Vejo que estou pior fo que antes
Que ele faz comigo o que bem quer

Eu não posso me entregar ao delirio
De saber que minha vida está em sua mão
Que mesmo que passe vinte anos
Voce ainda tenha meu coraçao

Por isso mandarei anjos até voce
Pra que acalme essa paixão
E por fim me deixe em liberdade
Antes que eu morra nesta prisão...